
Os seres humanos sempre tiveram uma relação complicada com a comida. Permanecer vivo exige que nosso corpo mantenha vários sistemas em funcionamento, mas a maioria deles - circulatório, respiratório, neurológico, endócrino- opera de modo automático.
Pesquisa realizada por médicos da Unicamp revelou que o consumo de alimentos gordurosos tem efeito direto no cérebro. A gordura presente nos alimentos impede que os hormônios que dão a sensação de saciedade sejam reconhecidos. Com isso, o organismo não recebe o “aviso” que é hora de parar de comer. Assim, pessoas que se alimentam de gordura em excesso sentem mais fome do que quem possui uma alimentação mais balanceada.
A
grelina conhecida como hormônio da fome é produzida em resposta ao horário das refeições – segundo algumas teorias, à mera visão ou o cheiro de comida – e tem como função alimentar a sensação de vazio que reconhecemos como vontade de comer. Mas, ao mesmo tempo em que um sistema aumenta nossa fome, outro está alerta para desacelerar as coisas. O primeiro passo nesse processo de diminuição do apetite acontece no estômago e no intestino delgado, onde os nervos percebem a distensão abdominal e alertam o cérebro que estamos satisfeitos.
A evolução nos programou para comer o máximo possível, sempre que possível. Romper esse ciclo significa parar sistemas simultâneos que tentam nos manter gordos. Os elementos-chave:
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1) Vontade |
Papel: A fome não está só na cabeça. Quando fica vazio, os estômago se contrai, enviando sinais ao cérebro pelo nervo vago.
Efeito: A fome afeta os sistemas físicos voluntários e involuntários. Você pode ignorar as contrações, mas logo outros sinais assumem seu lugar.
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2) Sentidos |
Papel: O cheiro e a visão de comida estimulam o apetite. Seu corpo busca variedade de sensações. Por isso, come-se sobremesa após um filé.
Efeito: "Fechar os olhos” ou se afastar ajuda, mas só por um tempo. O corpo sabe quando você costuma comer e ficará com fome nesses horários, todo dia.
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3) Grelina |
Papel: Este hormônio produzido no estômago transmite uma forte sensação de fome ao cérebro. É o aumento da concentração de grelina que dá fome perto da hora das refeições.
Efeito: Quanto mais grelina,mais fome.
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4) Distenção Abdominal |
Papel: Quando você come, estômago e intestinos aumentam, enviando ao cérebro impulsos nervosos que aquietam o apetite.
Efeito: É um processo lento. O estômago diz pare de comer, mas o cérebro só ouve a mensagem minutos depois.
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5) Colecistoquinina(CCK) |
Papel: Peptídeo produzido pelo intestino delgado, a CCK viaja pelos nervos sensoriais para dizer enfaticamente ao cérebro que a refeição terminou.
Efeito: Funciona, mas é passageiro. Você pode comer de novo antes de o corpo estar pronto.
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6) PYY e GLP-1 |
Papel: Produzidos no intestino, esses hormônios repetem a ordem de parar de comer e a reforçam dizendo ao estômago para deixar de digerir comida até o que já está no sistema ser processado.
Efeito: E é por isso que você fica satisfeito horas após comer.
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7) PPARS |
Papel: Estes receptores regulam o consumo de energia nas células. Após comermos, o sistema é ativado. Os nutrientes que sobram viram gordura.
Efeito: Quanto mais ativo o sistema de PPAR’s, mais gordura é queimada. Os PPARs de obesos podem estar lentos.
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8) Leptina |
Papel: A leptina é o regulador de longo prazo do corpo. Produzida nas células de gordura, ela informa ao hipotálamo que as reservas de gordura são suficientes e interrompe alguns sinais de apetite.
Efeito: